San Carlos de Bariloche


San Carlos de Bariloche é a principal cidade da Argentina, quando o assunto é turismo. Situada ao norte da região conhecida como Patagônia, na base da cordilheira dos Andes, e a poucos quilômetros da fronteira com o Chile, se alguém pedisse para definir esta localidade bastaria dizer: É a natureza em todo seu esplendor. Uma cidade pequena, rodeada por um conjunto de lagos, montanhas, vegetação e neve, que se uniu na proporção certa para criar um lugar perfeito, cenário ideal para férias de família, luas de mel, ou então fazer aquilo que todos nós no Brasil tanto amamos e sentimos falta: Curtir muita neve!

Esta imagem é da praça principal de Bariloche (a mesma que aparece na foto acima), frente à estátua eqüestre do General Roca e da torre do prédio da prefeitura. Todos os prédios na praça tem o mesmo estilo arquitetônico, construídos com pedras. Bem ao lado da prefeitura fica o centro de turismo da cidade, onde você pode passar e pegar mapas, indicações sobre roteiros turísticos da região e dicas sobre hotéis. O ponto alto da temporada turística na cidade acontece entre julho e setembro, mas quem prefere menos movimento vai encontrar muito para fazer por aqui em qualquer época do ano.

O nome Bariloche foi dado ao local em referência à passagem pela cordilheira do Andes, descoberta por Guíllelmo S. J. no começo do século 18. O nome inicial era "Vuriloche", em referência aos habitantes índios, mas com o tempo foi modificado

A rua Mitre, que começa nesta pracinha é a principal de Bariloche. É repleta de lojinhas vendendo roupas de lã, couro, produtos típicos da Patagônia e casas onde se encontram os deliciosos chocolates artesanais. Com a desvalorização do peso em relação ao real tudo está baratíssimo. Restaurantes há vários, mas os mais apetitosos estão na região da rua Palacio e Beschtedt. Experimente o Europa (rua Palacios 149), ou então o Familia Weiss (Palacios esquina com Almte. O´Connor), onde pode-se comer muito bem, acompanhado de ótimos vinhos por um preço super em conta.

Durante a primeira metade do século 18 estórias de uma suposta cidade construída com ouro e pedras preciosas, construída à beira de um grande lago, atraem conquistadores espanhóis e padres missioneiros até a área de Bariloche.

Bariloche fica às margens do lago Nahuel Huapi, o principal da região. Existem diversos outros, e um dos passeios turísticos mais conhecidos da região é percorrer a rota conhecida com Sete Lagos, que atravessa um cenário de rara beleza, cruzando o parque nacional Nahuel Huapi e margeando os lagos Espejo, Correntoso, Bailey Willis, Escondido, Villarino, Falkner e Machônico. No final do roteiro aproveite para visitar a pequena vila de San Martin de los Andes, que mais parece uma cidade de brinquedo. A foto é esquerda é do Lago Mascarardi.

A primeira casa de um colono no local foi construída em 1895, por Carlos Wiederhold. No dia 3 de maio de 1902 o governo argentino oficializou a fundação de "el pueblo de San Carlos de Bariloche".

Outro passeio muito bonito é embarcar num destes Catamarans, cruzar o lago Huapi até a ilha Victoria, e conhecer o Bosque dos Arrayanes. Para chegar lá navega-se por cerca de 40 minutos até chegar a Puerto Quetrihue. Lá você vai encontrar árvores com séculos de idade, e com um colorido único e tão especial que dizem ter servido de inspiração a Walt Disney quando foram feitos os desenhos do filme Bambi.

Conforme o relato do explorador chileno Juan Steffen, em 1897 existiam apenas 14 residências ao redor do lago. No lugar onde hoje existe a cidade havia apenas um armazém que atendia aos indígenas que queriam comprar comida e roupas.

Foram os generais argentinos Roca, e Villegas que conseguiram dominar os índios da região, permitindo assim a chegada de outros colonos.

Um programa que já se tornou clássico ao atravessar as águas do Huapi é alimentar as gaivotas do lago. Arranje um saquinho de biscoitos, vá até a parte superir do catamaram e logo as gaivotas aparecem, começam a se chegar aos poucos, e de repente vápt, numa precisão incrível pegam com o bico todos os biscoitos que você oferecer.

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O mais famoso hotel de Bariloche, o Llao-Llao, bem aos pés da montanha conhecida como Cerro López. Mas mesmo que você prefira se hospedar em hotéis mais simples, não há como estar longe das montanhas. Elas cercam Bariloche por todos os lados e parecem que estão o tempo todo nos convidando a ir até lá. As montanhas mais famosas da região são o Cerro Tronador (3.554 metros de altitude), Cerro Catedral (2.388 m), e Cerro Otto (1.045 m). À noite, para descansar das neves, que tal tentar sua sorte no Cassino de Bariloche?

A Argentina não é dividida em estados, como no Brasil. O país é formado pelas chamadas Províncias Administrativas. Bariloche fica a duas horas de vôo de Buenos Aires, na província de Rio Negro, que junto com as províncias de Chubut e Santa Cruz, mais ao sul, formam a região da Patagônia. Esta é uma das partes mais belas do país, e quem tiver tempo deve pensar em alugar um carro, ou pegar uma excursão na direção sul do país para conhecer o magnífico Parque Nacional Los Glaciares. A cidade também serve de passagem para o Chile. A estrada 231 cruza a fronteira da Argentina e segue pela 215 até a cidade chilena de Osorno. De lá é possível seguir pela auto-estrada 5 até Santiago, capital do Chile.

Em 1936, são executadas importantes obras na cidade, com a inauguração do hotel Llao Llao. Aos poucos vão sendo cada vez mais praticadas atividades desportivas na cidade. A fama turística de Bariloche cresce cada vez mais.

A partir de 1924, começam a chegar de Buenos Aires e Neuquén os primeiros turistas. Em 1934 é inaugurada uma estrada de ferro, e o movimento na cidade começa a aumentar de fato.

Esta foto foi batida na Avenida Connor, ao lado da catedral da cidade. Ela foi construída bem em frente ao lago Huapi, e este é um dos trechos mais bonitos da cidade para um caminhada. Em termos de hotéis Bariloche oferece opções para todos os gostos. Uma boa alternativa para quem vai com toda a família ou quer mais espaço é alugar um dos "bungalows" às margens do lago. O Los Arcos (Av. Los Pioneros 3370) é um dos mais completos neste gênero. Se você prefere um hotel mais central experimente o Aconcágua (rua San Martin 289), que de tão acolhedor só falta carregar os hóspedes no colo, além de ter um preço muito em conta.

Ah, os restaurantes de Bariloche!... Falar na carne Argentina já é lugar comum, pois todo mundo sabe que é a melhor do mundo. Mas o que dizer dos deliciosos peixes, aves, saladas deliciosas, entradas criativas, tiragostos que valem uma refeição, chocolates celestiais e sobremesas divinas? Tudo preparado com esmero, apresentadas e servidas por maitres e garçons atenciosos em ambientes agradáveis. E os vinhos então? Com certeza a hora do jantar merece um capítulo à parte em sua visita à Bariloche, pois será memorável. E não pense que vai pagar uma fortuna por isso, porque os preços são muito razoáveis.

Em 13 de agosto de 1931 é fundado o Clube Andino de Bariloche, o pioneiro dentre todos da região. Esportes e competições de inverno já são uma rotina, inicialmente praticada no Cerro Otto, e mais tarde no Cerro Ventana.

Embora tenha muitas belezas naturais, o mais bonito de Bariloche é sem dúvida a neve. No topo das montanhas ficam as neve eternas, que nunca derretem, seja qual for a época do ano.

Mas é a neve, sim a neve, é claro a neve, que encanta a brasileirada que vai a Bariloche. Afinal de contas, como resistir ao encanto daqueles cenário onde tudo é branquinho, coberto por um tapete fofo e gelado? É quase impossível resistir à tentação de sair pulando pela neve, fazendo bolas de neve e deixando-se levar pela maravilhosa sensação de ser criança novamente. E esteja certo, se você for lá no período das neves, não vai ter motivo para se arrepender, pois Bariloche é cercada de montanhas (cerros como dizem nossos hermanos) que oferecem todo tipo de esportes de inverno, ou até mesmo simplesmente neve à vontade, para que somente quer caminhar sobre ela.

Um passeio muito procurado na região é percorrer as estradas 65 e 63, ao norte de Bariloche, que se elevam a quase 2.000 metros de altitude entre as montanhas e oferecem visuais fantásticos. A Montanha Cerro Catedral tem 26 pistas de esqui, com extensão variando de 200m a 2.800m, 12 teleféricos e mais de 100 instrutores para quem quiser aprender a esquiar.

Esta é uma imagem feita em pleno outono, na parte superior do Cerro Catedral, com temperatura de 10 graus abaixo de zero. Como dá para ver, neve é o que não falta, muitas vezes mesmo antes do inverno chegar. Mas nem pense em subir até lá sem roupa adequada para o frio. Como no Brasil ninguém precisa deste tipo de vestimenta, a solução ao chegar lá é alugar. Diversas lojas no centro de Bariloche alugam luvas, macacões e botas, que tem por dentro um forro térmico e por fora são impermeáveis.

Em 1941 é criada a primeira escola de esqui da cidade (Escuela de ski Catalina Reynal), e em 1943 é inaugurado o primeiro abrigo para esquiadores, o Refugio Lynch, no cume do Cerro Catedral.
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O preço do conjunto é de cerca de 3 dólares por dia, e sem elas você iria congelar. Por baixo basta você vestir suas meias grossas e um bom conjunto de moletom. Leve também uma touca grossa para cobrir cabeça e rosto e você está pronto para rolar na neve, esquiar ou brincar a vontade e continuar se sentindo bem quentinho por dentro.

Veja sete fotos em alta definição batidas na montanha Cerro Catedral clicando em
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Em 1954 é organizada a primeira "Fiesta de la Nieve en el Cerro Catedral", com a presença de esquiadores famosos de outros países. A partir de 1971 Bariloche passa a ser a sede permanente desta festa, que anualmente atrai turistas de todo o mundo.
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A imagem à esquerda é do Cerro Catedral, a montanha preferida dos esquiadores e turistas. Fica bem perto de Bariloche, a cerca de 20 km do centro da cidade. Para chegar lá você pode pegar um "remi", que é como são chamados os taxis com tarifa fixa. O trajeto até a base do morro é barato, sai por cerca de 5 dólares, ou então pegue o ônibus (linha Catedral) que sai do centro e vai direto até lá. Da base até o topo da montanha você pode escolher sua forma de transporte. Durante a temporada de esqui todas as linhas de "cadeirinhas suspensas" estão funcionando, cada uma para uma parte diferente da montanha.

Fora da temporada você deve pegar o teleférico, que leva as pessoas até a parte intermediária do Cerro Catedral. Lá você pega outra linha de cadeirinhas até a parte superior da montanha. Bem perto do cume você vai encontrar o Refugio Lynch, um chalé acolhedor e quentinho, ideal para fazer um lanche ou então renovar suas energias com uma bebida quente. A proprietária é simpatissíssima e costuma entregar aos aventureiros um diploma com seu nome, para você mostrar aos amigos que conseguir chegar lá.

Esqueça aquela história de que para ver neve é necessário ir para os Estados Unidos ou Europa. Pura bobagem! Bariloche está mais perto, é muito mais barato, e tem uma estrutura turística impecável. Mesmo quem vem de um país tropical e não entende nada de neve vai encontrar todo tipo de equipamentos de inverno para alugar, roupas e instrutores especializados para lhe ajudar a dar os primeiros passos (ou esquiadas). Agosto é o mês ideal para a prática destes esportes, e com a valorização do real em relação ao peso, não poderia haver uma ocasião melhor para este passeio. Os lagos e neves de Bariloche estão aguardando pelos Brasileiros!

Todos os anos a Festa da Neve na cidade é inaugurada com a presença dos 200 melhores esquiadores do país, que à noite descem as encostas do Cerro Catedral portando tochas acesas. Quase um milhão de turistas visitam Bariloche anualmente.
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New York City


Clique sobre esta foto e veja uma imagem em maior resolução do centro de NYC.

New York City é um daqueles lugares que tem a capacidade de fascinar gente de todos os cantos do mundo. Grande, barulhenta, poluída e frenética, mas ao mesmo tempo colorida, dinâmica e repleta de prazeres, seja qual for o seu gosto. NYC pode-se dizer, é a própria síntese na natureza humana, com todas as suas contradições, coisas boas e más convivendo juntas. Ela age com um ima, atraindo turistas, artistas, intelectuais, aventureiros e principalmente profissionais de qualquer categoria. Vencer em New York é vencer no mundo. Ela é a vitrine global, a meca dos modismos, o ícone de uma sociedade de consumo que impôs seu padrão de vida. Nem sequer os atentados de 2001 conseguiram tirar o brilho da cidade, que mais do que nunca, continua atraindo milhões de novos visitantes a cada ano. Visitantes que, como mariposas esvoaçantes, são irresistivelmente atraídos por suas luzes sempre brilhantes. Com certeza não é uma cidade americana típica, mas definitivamente é uma cidade global, com gente de todo o planeta e onde se ouvem todas as línguas.

NYC é um dos locais preferidos dos brasileiros para passear, e seria difícil dizer alguma coisa nova sobre esta cidade, tantos são as publicações, sites e informações disponíveis sobre ela. Mesmo acostumados com cidades grandes, New York nos deu a impressão de ser, digamos, um pouquinho estressada demais. Pode ser um lugar bom para se afirmar profissionalmente, fazer compras, colocar a programação cultural em dia, ir ao teatro e jantar em bons restaurantes, mas para viver não nos pareceu muito convidativa. A maior megalópole americana tem cinco distritos: Manhattan, Bronx, Queens, Brooklyn e Staten Island, mas quase todo turista concentra suas atenções em Manhattan, o núcleo central de NYC, aquela ilha que vista de cima lembra uma certa parte da anatomia masculina. Ladeada pelos rios Hudson e East, e conectada ao continente por diversas pontes e túneis, ela possui tudo que um turista pode desejar.


Veja um vídeo que fizemos Caminhando em Manhattan.

Manhattan, por sua vez, é dividida em áreas tão diferentes quanto as pessoas que lá moram, ou as atividades que desempenham. Estas regiões formam verdadeiro microcosmos, e dependendo de onde você ficar hospedado terá à sua volta, a fashion 5th Avenue, as galerias e cafés do Soho, a boemia e as artes do Greenwich Village, o centro financeiro de Lower Manhattan, o luxo do Upper East Side, o exotismo de Chinatown, a negritude do Harlem, o dinheiro do Financial District, a poesia e música do Lower East Side, os museus e restaurantes de Battery Park, as artes e cultura de Chelsea, o burburinho de Times Square, a passarela da Madison Avenue ou o deslumbramento e as luzes da Broadway. Prédios imensos, residências antigas, galerias descoladas, cafés charmosos, teatros gigantescos, salas de artes em subsolos, carrocinhas de pizza, mansões históricas, hotéis luxuosos, delicatessen saborosas, táxis amarelos, metrôs tumultuados, lojas irresistíveis, preços inacreditáveis, limusines brilhantes, letreiros luminosos ofuscantes, museus maravilhosos, hot dogs inesquecíveis e principalmente gente, sempre gente, muita gente à sua volta, todos com pressa, muita pressa.

Da última vez que estivemos em New York decidimos não ficar hospedados em Manhattan pois estávamos de carro e sabíamos que muitos hotéis desta parte da cidade não tem estacionamento, e os que tem cobram ou indicam estacionamento à parte, e são caríssimos. Uma diária de estacionamento no centro de Manhattan chega perto do custo médio da diária de um hotel. Automóveis são cada vez mais indesejáveis no centro de New York. A prefeitura, preocupada com o trânsito infernal da cidade e considerando que New York tem um sistema eficiente de transporte de massa, está aos poucos fechando diversas áreas da cidade ao trânsito e recentemente até Times Square foi transformada em área exclusiva de pedestres.

Por isto, depois de considerar várias opções, decidimos ficar no Queens (imagem acima), e não nos arrependemos em nada. Se o Queens não tem o glamour de Manhattan, é bem mais tranqüilo, tem dezenas de bons restaurantes e hotéis com estacionamento grátis. Deixávamos nosso carro na garagem do hotel e todas as manhãs pegávamos o ônibus Q60, bem em frente, que nos deixava na esquina da 2nd Ave com 60th st, de onde começávamos a exploração de Manhattan. Lembre que por aqui a passagem de ônibus dá direito a um bilhete de Transfer, que pode ser utilizado em outra linha de ônibus ou metrô por mais duas horas. Basta pedir ao motorista do ônibus, quando entrar, um Transfer.

Veja um vídeo que gravamos percorrendo a Queens Boulevard a caminho de Manhattan.

A primeira vez que estive em New York tinha seis anos, numa viagem com meus pais. Lembro que, em minha cabeça de criança, uma das coisas mais marcantes na cidade foi a estátua - para mim imensa - de um homem segurando um globo nas costas. Somente décadas mais tarde, quando voltei a Nova York, agora com Regina, pude descobrir que a estátua representa a figura mitológica de Atlas carregando o mundo. Embora tenha sido gostoso reencontrar a estátua de minha infância no mesmo lugar descobri também, um pouco decepcionado, que ela não era tão grande como eu imaginava...

Este monumento, um dos mais conhecidos da cidade, fica em frente ao Rockfeller Center, torre empresarial construída nos anos 30 pelo mítico magnata do petróleo. O local, um dos principais pontos de referência de NYC, está situado entre as movimentadas 5th e 6th avenidas e ruas 48 e 51, e além de abrigar escritórios comerciais e a sede da emissora de televisão NBC, oferece uma área de shopping no subsolo. Durante as festas de fim de ano o Rockfeller Center recebe uma grande árvore de natal, e sua inauguração costuma ser transmitida pela tv. Também aqui, durante o inverno, é montado um concorrido ringue de patinação pública que já serviu de locação para diversas produções de Hollywood. Do outro lado da rua, bem em frente, está situada a Catedral de Saint Patrick, principal templo católico de New York.

Veja dois vídeos feitos em frente ao Rockfeller Center: Atlas e Alameda

Em 1626 o governador da região comprou a ilha de Manhattan dos índios por algumas quinquilharias. Em 1664 o controle da região passou dos Holandeses para Ingleses, e o nome da cidade mudou para New York, em homenagem ao Duque de York, Inglaterra

A imagem ao lado foi feita no Pier 17, antigo galpão do porto da cidade, situado entre lower Manhattan e o Civic Center. O prédio agora abriga um shopping de três andares. Vale visitar também nas proximidades o museu, apreciar os prédios históricos, o Titanic Memorial Lighthouse, que homenageia o famoso navio, e escolher um entre as dezenas de bares e cafés da região para um lanche. Depois aproveite para conhecer o Fulton Fish Market, situado logo abaixo do pier.

O Pier 17 é famoso também por proporcionar a melhor vista da ponte mais importante de New York, a Brooklyn Bridge, que liga Manhattan ao Brooklyn. Mas bom mesmo é atravessar o rio Hudson e desfrutar, do outro lado, da melhor vista de New York. Pegue um táxi, metrô, bicicleta ou vá a pé (há passarelas separadas), seguindo até o parque situado aos pés da ponte. Com certeza você já viu muitos cenas de filmes rodadas neste mesmo local. A vantagem deste parque é que ele raramente está cheio, como o Central Park. A ponte Brooklyn, construída a partir de 1883, levou 16 anos para ficar pronta e é considerada um marco da engenharia mundial.

Veja o vídeo Taxi percorrendo a Park Avenue.


Clique sobre esta foto para ver mais de perto o Empire State, mais alto prédio de New York City

Um programa clássico dos visitantes da cidade é subir no mirante do Empire State Building, o prédio em destaque na imagem ao lado, que agora voltou a ser o prédio mais alto da cidade. O mirante aberto fica no andar 86 e dele se tem uma das melhores vistas da cidade.

Assista dois vídeos que gravamos no mirante do Empire State mostrando o Sul de Manhattan e Norte de Manhattan

Depois da visita vamos às compras. Comece percorrendo a Quinta Avenida (5th Ave), onde estão as grandes e luxuosas lojas da cidade. Claro que você não vai deixar seu dólares nestas lojas caríssimas, mesmo assim não deixe de conhecer as principais. O trecho considerado elegante da 5th Ave. está compreendido entre as ruas 59 e 42, onde estão diversos hotéis de luxo e as badaladas Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman, FAO Schwarz, Trump Tower, Lord and Taylor, Versace, Gucci, Prada, Tiffany, Abercrombie & Fitch, Lindt, Apple, e dezenas de outras mais, especializadas em vestuário, perfumes, calçados etc etc. Quem procura livros e DVDs pode ir direto na Barnes and Nobles ou Tower Records. Outras lojas de departamentos muito procuradas são a Blomingdale´s (1000 3rd Ave) e Macy´s (Broadway com 34 St). A 5th Ave fica especialmente bonita durante as festas de Natal, quando as grandes lojas montam decorações belíssimas para vitrines e interiores.

Mas lembre-se que é preferível deixar para fazer suas compras em locais com preços mais em conta, muitos deles situados ao longo das avenidas Madison e Lexington, preferidas pelos turistas. Se tiver mais tempo e alugar um carro, atravesse o rio e vá até o estado vizinho de New Jersey, onde estão centenas de shoppings de ponta de estoque oferecendo de tudo.

O Central Park é o maior e mais importante parque da cidade, situado exatamente no coração de Manhattan. Originalmente projetado por Frederick Olmstead com a finalidade de reproduzir a vida pastoral dos colonos ingleses, ele hoje é o pulmão da cidade. Os 850 acres abrigam árvores, lagos, barquinhos de aluguel, rochas, trilhas, pistas para equitação, pontes de pedra, fontes, cascatas, estátuas, zoológico, carrosel, restaurantes, inúmeros quiosque e até um castelo. O parque é muito freqüentado principalmente durante os dias quentes de verão, quando se transforma em cenário freqüente de shows e concertos musicais. Em frente ao parque situa-se um dos prédios mais famosos da cidade, o Dakota Building, onde moraram John Lennon e Yoko Ono. Freqüentemente John trazia seu filho Sean para passear nestes jardins, e após sua morte Yoko adotou o trecho, rebatizando-o como Strawberry Fields. No local encontra-se um mosaico com a palavra Imagine no centro , geralmente rodeadas de flores deixadas pelos fãns

Veja um vídeo feito na 5th Avenue, esquina com Central Park

Greenwich Village, ou simplesmente Village, na imagem ao lado, é provavelmente o local de maior personalidade de Manhattan. Entre casarões antigos do século 19 e prédios residenciais bucólicos com escadinhas de ferro na entrada estão dezenas de clubes de jazz e restaurantes ecléticos. Há décadas o bairro é um famoso centro de artes, literatura, reduto estudantil e musical, além de coração da comunidade gay, situada principalmente na Washington Square, Christopher Street e o West Village. Vele a pena conhecer algumas de suas lojinhas - são centenas - galerias de arte, pequenos teatros, infinitos restaurantes e principalmente, sua gente. Não deixe de percorrer a Bleecker Street, considerada uma das mais charmosas do Village.

Veja o vídeo de uma banda de rock-folk de estudantes tocando na Washington Square, o coração do Village.

Outro bairro que vale a pena percorrer é Chinatown. Compreendido entre a Canal St, Worth St, The Bowery e Church St, esta movimentada e algo caótica região parece um pedacinho da China encravado em New York e por aqui encontram-se não somente restaurantes típicos, delicatessen regionais, mercados de peixe, um templo budista e muitos comerciantes oferecendo uma grande variedades de produtos legitimamente falsificados na China.

Comunidade bem menor mas que não pode ser esquecida é Little Italy, limitada praticamente às ruas Mott, Mulberry, Elizabeth e Baxter e que aos poucos vem sendo engolida por Chinatown. E ainda menor mas que não poderia ser esquecida é a rua 46, considerada como o coração brasileiro de New York. Passe por lá se estiver com saudades de um feijãozinho, pão de queijo ou simplesmente conversar com a brasileirada local.

Um passeio agradável, barato e que permite ver New York de uma perspectiva diferente é a bordo do Roosevelt Island Tramway. Este bondinho suspenso (imagem ao lado) entrou em operação em 1976, fornecendo transporte para os moradores e trabalhadores desta pequena ilhota do East River, situada entre Manhattan e o Queens. A idéia era que o teleférico fosse desativado quando as linhas do metrô chegassem à ilha Roosevelt, mas o teleférico se tornou tão popular e prático que até hoje continua funcionando. O ponto de embarque em Manhattan é na esquina da 2nd Ave. Com 60th st. Compre o bilhete de ida e volta e ao chegar na Roosevelt Island embarque num dos ônibus vermelhos que percorrem a ilha. É um lugar tranqüilo e tem uma vista fantástica de Manhattan, bem em frente.

Veja dois vídeos que fizemos neste passeio até a Ilha Roosevelt:
Trajeto de Ida - Trajeto de Volta (formato 16:9)


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Tire uma manhã ou tarde de sol para fazer um passeio inesquecível, um passeio de barco ao redor de Manhattan. Os passeios são operados pela empresa Circle Line, e zarpam do Píer 83, a oeste de Manhattan, altura da rua 42. Há diversos passeios, com horários de partida, roteiros e duração diferentes, os barcos são confortáveis e dispõem de todas as conveniências necessárias. Fizemos o tour de duas horas de duração, que costuma sair três vezes por dia. O roteiro passa ao lado da Estátua da Liberdade, segue até o sul de Manhattan pelo rio Hudson, e depois sobe um bom trecho do East River, até chegar a Queensboro Bridge. Ao lado, uma imagem do sul de Manhattan feita a partir da popa de nossa embarcação.

Mais informações no site oficial Circle Line Cruises.

Veja também o vídeo com trechos deste Passeios de barco em New York.

Não deixe de visitar os famosos museus de New York, como por exemplo o Metropolitan Museum of Art, um dos maiores e mais completos museus do mundo no gênero. Prossiga o tour cultural conhecendo o Natural History Museum onde encontra-se um impressionante coleção de dinossauros, mamutes e seus primos, além de borboletas, plantas, plantas, peixes, exposições de roupas e utensílios de várias culturas do oriente e ocidente, bem como tudo aquilo que faz a gente até esquecer que estamos num museu. Evite os sábados, dia em que ele fica muito cheio. E complete o roteiro cultural conhecendo ainda o Guggenheim Museum, que com seus seis andares e sua escada em espiral já se transformou num dos ícones de New York.

Depois vá até a Grand Central Terminal, o terminal ferroviário mais importante da cidade, mas que na verdade é muito mais que somente uma estação de trens. Inaugurado em 1913, o prédio impressiona pelas dimensões e decoração de seu hall central. A Grand Central tem ainda diversos restaurantes e um enorme food hall no subsolo.

Ao lado uma vista de Lower Manhattan, num dia de muito frio. Clique sobre esta foto ao lado para ver uma imagem em alta definição batida no rio Hudson, voltando da visita à Estátua da Liberdade.

Veja outro vídeo feito Caminhando em Manhattan.

Tire uma tarde para visitar Staten Island, a ilha situada ao sul de Manhattan. A melhor forma de chegar lá é embarcando no ferry que parte de Lower Manhattan. A viagem percorre os oito quilômetros em menos de vinte minutos e fornece visuais incríveis da Estátua da Liberdade das pontes e do porto de Manhattan. Além de tudo, o ferry, operado deste 1905, é grátis.

Quem gosta de visitar navios, porta aviões e aviões não pode deixar de visitar o Intrepid Sea- Air-Space Museum, situado no píer 86. É uma espetacular coleção de imensas máquinas bélicas, e está acabando de sair de uma completa reforma em suas instalações.

Acima uma vista de Union Square, ao sul de Manhattan, um lugar sempre animado, com muita gente conversando, estudantes botando os assuntos em dia e barraquinhas de vendedores de quadros, amendoins torrados, souvernis etc etc. Se estiver com fome quando passar por aqui não deixe de ir no restaurante da Whole Foods, o bufê deles é imenso, delicioso e muito variado. Embora fique sempre lotado na hora do almoço é uma pedida certa para estudantes, moradores e turistas que não querem gastar muito, mas não abrem mão de um prato saboroso.

No dia dos atentados terroristas estávamos nos Estados Unidos, e assistimos pela televisão, apavorados, ao desenrolar dos trágicos eventos. A queda das torres gêmeas trouxe um trauma para os nova iorquinos que até hoje pode ser sentido, mas a cidade já recuperou a movimentação turística que possuía antes dos atentados.

A imagem ao lado é uma concepção artística de um dos projetos pretendidos para serem construídos no local onde estavam situadas as torres do World Trade Center. Batizado comoFreedom Tower (Torre da Liberdade) este projeto prevê uma torre com 1776 pés - cerca de 500 metros - de altura, homenagem ao ano em que os Estados Unidos conquistaram sua independência. Pelo projeto serão construídas também três outros grandes prédios, duas estações de metrô, terminal rodoviário, museu, parque e memorial em homenagem às vítimas do 11 de setembro. No entanto, constantes disputas e desavenças entre projetistas, autoridades governamentais e parentes das vítimas tem atrasado sucessivamente o desenvolvimento do projeto, e não se sabe ainda qual será a forma definitiva da construção, nem quando o conjunto deverá estar concluído. Ground Zero, como é chamado, continua atraindo turistas e curiosos, que no entanto só encontram no local um grande espaço de obras rodeado por imensos guindastes.

O novo conjunto de prédios a ser construído ao sul de Manhattan terá, além da torre central, outros quatro prédios. O ano estimado para conclusão das obras da torre é 2009, e dos prédios complementares 2013.

O desfile de Thanksgiving Day é patrocinado pela loja Macy´s, uma das mais tradicionais da cidade, e desce a avenida Broadway entre ruas 77 e 34.
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Como estávamos em New York num final de ano, decidimos acordar cedo e assistir à uma das grandes tradições americanas, o desfile do Thanksgiving Day. O Dia de Ação de Graças é o principal feriado religioso de um país protestante. Na prática, este dia para eles é mais importante até que o Natal e basta dizer que o feriado de Thanksgiving Day é o dia do ano em que mais pessoas viajam e também quando ocorrem os maiores congestionamentos no país, pois é uma tradição as famílias se reunirem para agradecer as bênçãos do ano. O desfile acontece ao longo da avenida Broadway e atrai uma multidão que não se importa em chegar de madrugada e ficar congelando por horas, para poder assistir o desfile a partir das primeiras filas das calçadas.

O desfile é transmitido pela tv e praticamente paralisa a cidade durante a manhã. Consiste numa sucessão de bandas de música com passo marcial intercaladas com muitos balões enormes e carros alegóricos com celebridades locais, todo mundo dando tchauzinho para a platéia. O público delira e grita de empolgação, e é tudo muito bonito, mas para quem está acostumado com nossos desfiles de carnaval fica a impressão que poderia ter um pouquinho mais de ritmo.

A imagem ao lado, de um gigantesco balão na forma da pantera cor de rosa foi feita neste dia. Veja outras duas fotos de típicos balões da Thanksgiving Day Parade clicando emHomem Aranha e Garibaldo.

O Thanksgiving Day é geralmente comemorado na quarta 5a feira do mês de novembro e se você pretende assistir é recomendável ir cedo para a avenida, porque ela fica incrivelmente cheia e cada centímetro de calçadas é disputado quase a tapas. Ah sim, e não esqueça também de incluir um prato de Peru no seu almoço, outra forte tradição do Thanksgiving Day. Veja um vídeo que fizemos nesta manhã com alguns trechos do Thanksgiving Parade.

Os luminosos dos teatros da Broadway e Times Square geralmente despertam nas pessoas um tipo de excitação mágica. Na gente a sensação é algo que nos remete à infância e à espera pelos presentes da noite de natal. Um dos grandes atrativos de New York é a incrível variedade de espetáculos teatrais sempre em exibição. A região conhecida como Theatre Distric, Broadway e Times Square concentra os grandes espetáculos, e durante todo o ano dezenas de produções enfocando dramas, comédias ou musicais lotam as platéias, geram fila nas portas e frenesi entre amantes e críticos de arte. Sim, os preços são caros e reservas devem ser feitas com bastante antecedência, porque embora algumas produções permaneçam décadas em cartaz, pessoas vem de todos os cantos do mundo para a Broadway, para assistir àquela peça imperdível, interpretação magistral ou musical memorável. Mas ir ao teatro em New York é um evento imperdível. Após escolher o que você deseja assistir, aconselha-se a fazer reserva com bastante antecedência. A melhor forma de comprar é pela Internet (usamos atickectmaster), sendo que os ingresso estarão disponíveis na própria bilheteria do teatro, uma hora antes da sessão. Em nossa opinião os musicais são o melhor gênero, e esteja preparado para ver algo inesquecível, que às vezes faz barcos ou helicópteros invadirem o palco, dezenas de artistas em cena, coreografias memoráveis e melodias que com certeza vão ficar em sua memória por muito tempo após descerem as cortinas.

Veja o vídeo Descendo a 2nd Ave de ônibus (linha 15)


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Tire um tempinho para visitar a mais importante catedral da cidade, a Saint Patrick's Catedral, situada bem em frente ao Rockfeller Center. Ela é a maior catedral gótica do país, e sua construção durou somente 47 anos. Vale apreciar as fachadas de mármores brancos e negros, portas de bronze, 12 capelas laterais e os trabalhados vitrais.

Quem não tem muita intimidade com New York e quer sair à noite para longe de locais onde há movimento, deve optar pelo táxi. Geralmente para um turista, as linhas de ônibus ou as diversas rotas e conexões de metrô não são fáceis de serem compreendidas a primeira vista, além do que muitas estações permanecem fechadas e o trem passa direto por elas. E o engraçado é que todo mundo parece saber disto, menos a gente... O nova-iorquino fala rápido, está sempre apressado e não tem muita paciência de ficar dando instruções para turistas. Assim, procure se informar com antecedência sobre preços, localização do lugar para onde você quer ir, e nomes mais importantes. Arranje um mapinha e situe-se na cidade. Saiba onde está e para onde quer ir e ande sempre com dinheiro trocado a mão. Lembre que New York, assim como toda cidade grande, tem maravilhas mas também gente pouco amigável, por isso é importante ficar sempre esperto.

Tudo bem, ninguém vai aos Estados Unidos para comer feijão com arroz. Mas sempre tem aqueles dias em que a saudade bate mais forte, ou então você simplesmente quer comer aquela comidinha gostosa igual à de casa. Bem, neste caso Little Brazil é o lugar certo em New York. Basta ir até a 46 street, trecho entre a 5a e 6a avenidas. Chegamos lá por acaso, caminhando na direção de Times Square, lá pelas três da tarde, já com o estômago reclamando de fome e vimos a plaquinha indicando Little Brazil. Olhando à direita vimos então os cartazes do Ipanema Restaurant e Emporium Brasile foi como ver uma miragem em pleno deserto. Olhamos um para o outro e não foi nem preciso falar nada para decidir que naquele dia nosso almoço seria ali. Além do mais, você é recebido com um sorriso e um sonoro Boa Tarde ao entrar e todo mundo fala português. A comida é deliciosa, o atendimento é impecável e o ambiente não poderia ser mais agradável. Melhor impossível.

Muitos turistas em Nova York gostam de visitar também o prédio das Nações Unidas. O prédio oferece visitas guiadas por algumas salas, incluindo a Security Council Chamber, Economic Chamber, Social Council Chamber e diversas exposições temporárias, mas o salão que mais impressiona é o General Assembly Hall, onde acontecem as reuniões com representantes das diversas nações. Também é emocionante, na frente do prédio, ver todas as bandeiras dos países do mundo tremulando lado a lado, inclusive aquela mais bonita do mundo, em verde e amarelo.

Ao lado uma imagem do Rockfeller Center e sua árvore de Natal. Logo abaixo fica o rinque de patinação, onde as filas são sempre longas e de onde fomos gentilmente expulsos por um guarda que não permitiu que entrássemos só para fotografar.

New York é até hoje muito associadas com os atentados de 2001. Ainda ficamos chocados quando pensamos que aqueles mesmos locais que visitamos, fotografamos e filmamos seriam, algum tempo depois, vítimas de atentados terroristas tão destruidores. Por obra do destino, no dia dos atentados, estávamos também nos Estados Unidos, mas na cidade de Washington (leia o relato deste dia na página Washington DC), também alvo dos ataques.

No ano de nossa primeira visita à New York estivemos nas torres gêmeas duas vezes. Na primeira havia um nevoeiro que não permitia ver nada e nos sentíamos como se estivéssemos num avião em pleno vôo, só podíamos ver nuvens. Decidimos voltar lá no dia seguinte e fomos premiados com um dia radiante, onde era possível enxergar dezenas de quilômetros em volta. Os vídeos feitos nestes dois dias, mostrados abaixo, permanecem como retratos de uma época em que a America e o mundo eram lugares mais tranqüilos e ingênuos.

Torres Gêmeas em dia Nublado - Torres Gêmeas em dia de Sol

Imagem em alta resolução, mostrando a cidade, feita no antigo Mirante das Torres Gêmeas.

O primeiro homem branco aportou em New York em 1524, era o navegador Giovanni da Verrazano. Em 1621 os Holandeses fundaram neste mesmo lugar uma cidade, batizada de Nova Amsterdam.
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Esta foto da parte sul de Manhattam foi batida da barca que nos conduzia até a ilha onde fica a estátua da liberdade, num dia de dezembro e com temperatura de 5 graus abaixo de zero. Como curiosidade, pode-se ver ao fundo as torres gêmeas do World Trade Center, que ainda enfeitavam a silhueta sul de Manhattan. O passeio à ilhota onde fica a estátua é também um daqueles programas imperdíveis na cidade e inclui ainda uma parada em Ellis Island, o portão de entrada para milhões de imigrantes europeus e asiáticos quando chegavam á America. Se possível evite os fins de semana, quando as duas atrações ficam lotadas de visitantes.

Veja outro vídeo Navegando frente à Estátua da Liberdade.

Big Apple, a Cidade que Nunca Dorme, Capital do Mundo, Melting Pot City, Gotham City ou Empire City são apenas alguns dos apelidos dados à New York City. É sempre um lugar que oferece um milhão de coisas para fazer, seja qual for o seu gosto ou preferência. Para uma boa orientação do que está acontecendo no momento, compre uma das diversas publicações especializadas. Elas trazem a relação atualizada de eventos, shows, teatros, exposições, concertos, dicas turísticas, etc que acontecem na cidade a cada semana, junto com os locais e preços. A Big Apple Visitors Guide é uma das mais completas do gênero.

Vamos dar apenas mais uma sugestão, mas que não pode faltar em sua visita: Tire uma manhã para visitar a Estátua da Liberdade. Ela fica numa pequena ilha em frente à cidade, e as barcas que vão até lá partem do Battery Park, no sul de Manhattan. Mais do que nunca este monumento simboliza a Liberdade. E mais do que nunca New York City continua sendo New York City!

Veja nosso set com diversas imagens em alta resolução de New York City.

A estátua foi um presente da França aos americanos e foi inaugurada em 1885. Pesa 225 toneladas e tem 46 metros de altura, sem contar o pedestal.
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Miami

O início do desenvolvimento da região da Florida data de 1890, quando as primeiras ferrovias trouxeram dos frios estados do norte os primeiros turistas à procura de um clima quente. Mas as linhas férreas não chegavam até Miami, só iam até o norte da Florida.

Miami é a principal porta de entrada dos Estados Unidos para quem vem do Brasil, mas esta não é a única razão de ser tão visitada. Situada ao sul do estado da Florida, uma região de clima quente e belas praias, Miami tornou-se famosa e procurada por gente de todo o mundo, e há boas razões para isto: Uma certa liberalidade latina no ar, costumes um pouco diferentes do que predomina no resto do país, motoristas que a gente jura que só podem ser brasileiros, ritmos caribenhos nas rádios e gente falando espanhol à nossa volta, onde quer que se vá. Como disse um amigo que mora na região, isto aqui não é Estados Unidos, e sim sul da Florida

Miami parece que juntou num só lugar todas as qualidades que as pessoas procuram: A organização e o estilo de vida rico e organizados dos Estados Unidos e as praias e o calor típicos do litoral dos países tropicais. Não por coincidência, é uma das cidades americanas com maior percentual de idosos, pois muita gente que se aposenta em todo país, vem morar aqui. A foto ao lado foi batida em Miami Beach, a melhor parte de Miami. Aos poucos esta parte litorânea da cidade adquiriu vida independente, e agora, ao longo da Collins Avenue, que percorre o litoral de norte a sul, erguem-se cada vez mais luxuosos hotéis, condomínios de luxo e um comércio muito diversificado.

Conta-se que em 1900 Julia Tuttle, proprietária de muitos terrenos no sul da Florida procurou os donos da estrada de ferro que ligavam a Florida ao norte do país e propôs à eles estenderem as linhas férreas até o sul da Florida, onde estavam suas terras.

O acordo entre Julia o proprietário das linhas férreas foi feito, o que representou o passo inicial para o desenvolvimento de Miami. Em pouco tempo milhares de pessoas vinham de trem para aquele paraíso tropical, entre eles muitos agricultores decididos a plantar laranjas.

Uma das características mais interessantes de Miami Beach é o estilo arquitetônico predominante, o Art Deco. Depois do mar, esta se transformou na segunda maior atração do lugar. Situado principalmente ao norte da 5th Avenue, estes prédios antigos, alguns muito bem preservados, outros nem tanto, e decorados com luzes néon formam um conjunto extravagante e bem diferente da arquitetura do centro da cidade. São mais de 80 quadras em estilo Art Deco, tombadas e com status de monumento histórico nacional e conhecidas com Art Deco District.

O nome Miami tem origem na palavra Mayaimi, que na língua de seus antigos habitantes índios Seminoles significava Muito Grande. Era assim que eles se referiam ao lago Okeechobee, que fica próximo. Se você pegar um carro e começar a percorrer o litoral da cidade, vai perceber que, embora a paisagem quase não mude, os municípios vão trocando de nome muito rápido, embora já tenham praticamente emendado uns com os outros, aparentando ser apenas uma única cidade. Assim, um passeio rumo norte pela estrada A1A vai levar você à Aventura, Hallandale, Hollywood (não é a da California), Fort Lauderdale (não deixe de parar aqui e apreciar as mansões dos ricaços da Florida, com carros estacionados na frente e super iates ancorados nos fundos), Pompano Beach (onde moram muitos brasileiros) e ainda mais ao norte Boca Raton, que apesar no nome estranho é um dos lugares mais exclusivos do litoral. Embora sejam municípios diferentes, em todos você vai encontrar belas praias e muita areia.

Julia ficou rica e a região de Miami famosa. Logo o sul da Florida tinha se transformado na mais importante centro do país para o cultivo de frutas cítricas, e ao mesmo tempo um dos principais resorts turísticos do país.

O que surpreende quem está acostumado a ir a praia onde bem entender no Brasil é a mania dos americanos em construir prédios entre as ruas e o mar, ou seja, enquanto no Brasil temos Avenidas Litorâneas, Avenidas Beira Mar, etc, onde podemos passear em frente ao mar, estacionar onde quiser e caminhar na areia, no litoral daqui a maior parte das praias não tem uma avenida de frente ao mar. Ou seja, você sabe que o mar está logo ali do outro lado daqueles prédios enormes, sente o cheiro de sal, ouve o barulho das ondas, mão não tem como ver o mar! Para enxergarmos o mar temos que espiar entre as frestas dos prédios ou casas, ou então estacionar num parquímetro (sempre presentes onde quer que se va), encontrar um Walkway (passagem que dê acesso a areia) entre dois prédios, e aí sim, ter acesso a praia, onde podemos finalmente caminhar pela areia. Pode ser muito bom para quem mora ou está hospedado num dos hotéis frente ao mar, e que atravessa a porta e sai direto na areia, mas para visitantes ou turistas que estão de passagem e querem apenas passear e apreciar o litoral, é uma sensação frustrante. Fica-se pensando, será que ninguém daqui nunca viu em outros lugares como é bonito para uma cidade, e como valoriza sua vista, ter uma avenida em frente ao mar, com os prédios situados Do Outro Lado da Avenida? Será que eles nunca viram a Avenida Atlântica do Rio de Janeiro, Avenida Beira Mar de Fortaleza ou Avenida Boa Viagem de Recife, para citar apenas três exemplos? E será que ninguém daqui nunca percebeu que assim ficaria muito melhor?

Durante a segunda guerra mundial um navio americano foi afundado pelos nazistas no litoral de Miami. Em pouco tempo todo o sul da Florida tinha se transformado numa imensa área militar, com dezenas de zonas restritas e campos de treinamento.

Esta foto foi batida a caminho de Key West, ao sul de Miami, Observe os prédios do centro, no canto direito superior da imagem. Nosso carro, diga-se de passagem, estava estacionado em lugar proibido, fora da área de parquímetros. As Key são formadas por uma seqüência de ilhotas de coral e constituem um dos passeios mais bonitos da região. Desde Key Largo, a mais próxima de Miami até Key West, a última da fila, elas formam um tipo de corredor de ilhas que entra pelo mar adentro, por 300 km. Toda paisagem da região é cinematográfica, com verdes mares, águas cristalinas e nada de poluição. São o local certo para todo tipo de esportes aquáticos, vela e mergulho submarino, e por isso (nada é perfeito), as diárias dos hotéis são bem mais caras que a média de Miami ou Miami Beach.

Tire uma tarde para visitar o inacreditável Sawgrass Mills Mall, um dos maiores shoppings dos Estados Unidos. Ele é até considerado atração turística, e são comuns as excursões de ônibus até lá. Fica situado a menos de meia hora de Miami, na Sunrise Boulevard, oeste da I-95, altura de Fort Lauderdale. Depois siga na direção oeste pela estrada 41, conhecida como Tamiami Trail e penetre na região dos alagados da Florida, conhecida como Everglades. Esta região ainda permanece como era originalmente o estado da Florida, um imenso alagado, onde vegetação e águas rasas se confundem e se misturam a perder de vista e fazem a gente até esquecer que está nos Estados Unidos.

Veja um vídeo que fizemos percorrendo as Everglades da Florida num Barco a Vento.


Acima, um dos barcos a vento que percorrem Everglades.

Evidentemente seria impossível percorrer Everglades por conta própria, já que não há estradas ou trilhas. Barcos também tem o uso muito limitado, devido à pouca profundidade e à grande quantidade de vegetação, troncos e raízes, por isso, a única forma de percorrer a região é em curiosos barcos movidos a vento, com o auxílio de grande ventiladores situados na parte traseira da embarcação, como este que aparece na foto ao lado. Grande parte de Everglades ainda é habitat natural de indígenas, os mesmos que já estavam aqui quando chegou o homem branco. E ainda hoje muitos deles tem como fonte de renda trabalhar na indústria do turismo, seja como pilotos destas embarcações ou oferecendo na beira da estrada artigos típicos, artesanato etc.

Veja duas imagens de Everglades clicando em Barco a Vento e Passarela sobre o pantanal.

A indústria de cruzeiros marítimos pelo Caribe tem seu ponto de partida principal em Miami. Quem quiser ver transatlânticos imensos basta dar uma passada pela Mac Arthur Causeway, a ponte que liga Miami à Miami Beach. É ao longo dessa avenida que estes gigantes estacionam. Melhor ainda que apenas que ver é embarcar num deles para um cruzeiro de uma semana até o Caribe ou Bahamas. Esses transatlânticos são uma mistura de hotel de luxo com shopping, cinema, academia de ginástica, bar, piscina, pista de dança, boate, shows ao vivo, biblioteca, restaurantes e tudo mais que alguém pode desejar. Quem já foi garante que esses navios são a versão mais próxima do paraíso sobre as ondas!

Devido ao grande número de idosos que moram em Miami, alguns americanos piadistas apelidaram a cidade de "Sala de espera do Céu". A população da cidade é de 2 milhões de habitantes, e ela recebe 11 milhões de turistas por ano.

Vista típica da janela de um hotel em Miami Beach: A piscina, a areia e o mar. Bom, nem tudo por aqui são flores, não custa lembrar que entre agosto e novembro ocorre a conhecida Temporada dos Furações. Isso mesmo, eles tem data certa para chegar. É durante este período do ano que se forma um grande número de furações sobre o Oceano Atlântico, e as vezes alguns vem direto para cá.... No entanto isto não chega a preocupar muito, porque, segundo uma moradora local, a grande maioria deles segue para o litoral dos estados mais ao norte, como as Carolinas ou Virginia.

O point mais badalado de Miami Beach é ao longo do trecho conhecido como "Promenade". É nesse calçadão de concreto, situado entre os prédios Art Deco e as areias da praia onde desfilam os que querem ver e ser vistos, seja em bicicletas, skate ou a pé. Além de Miami Beach e seu bairro Art Deco, outras boas atrações turísticas da área são o Palácio de Vizcaya, um prédio em estilo renascentista italiano, construído em 1916, e que abriga o Dade Country Art Museum, além de belos jardins, teatro ao ar livre, e um interessante labirinto em cercas vivas. Visite também o museu histórico The Barnacle, e se quiser fazer algumas compras a melhor opção é o excelente Aventura Mall (ao norte da cidade, esquina da US-1 com route 856).

Nunca tínhamos visto tantos iates lado a lado como nas marinas de Miami. São centenas, milhares. Quem gosta de água não poderia estar num lugar melhor, seja para mergulhar ou fazer um passeio num dos barcos de aluguel que percorrem os arredores. E não esqueça de trazer sua roupa de banho, pois as que estão a venda por aqui quase sempre tem feitios estranhos e que raramente agradam aos turistas, além de serem ridiculamente grandes, mais ou menos como se usava no Brasil nos anos 50 ou 60! Já quem curte mergulho submarino deve ir até a Key Biscayne. Lá estão Biscayne Wreck e o John Pennecamp Coral Reef State Park, duas reservas submarinas com águas claras e corais belíssimos.

O carnaval de Miami é considerado um dos melhores dos Estados Unidos. Começa em março, dura nove dias e inclui concertos de jazz, concursos de culinária, competições de skate, desfiles gays e até escolas de samba brasileiras.

Você já ouviu falar do "Triângulo das Bermudas?" Aquela região misteriosa onde tantos aviões e navios sumiram sem deixar vestígios, e que muitos afirmam terem sido abduzidos por alienígenas? E você sabia que para ir do Brasil para Miami é necessário sobrevoar o Triângulo das Bermudas?

Se você for a Miami durante o verão esteja preparado para encontrar um calor muito forte, que surpreende mesmo quem vem de um país tropical, e também uma umidade altíssima, que embaça óculos e lentes de máquinas fotográficas em segundos, ao sair de ambientes fechados onde o ar condicionado parece estar sempre regulado por algum esquimó. Mas, falando sério, Miami é uma delícia, e no final das contas temos que concordar com os americanos: Como seria bom poder se aposentar e vir morar aqui!

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Destinos religiosos no Brasil

é sempre bom, seja por qual motivo for, há quem acompanhe circuitos esportivos, seguindo um clube, um esportista ou uma atividade, como espectador ou participante em maratonas, campeonatos ou regatas. Também há os que correm atrás de uma iguaria, de um concerto, de uma obra de arte. Aqueles que buscam contato com a natureza são cada vez mais frequentes: mergulhadores, caminhantes ou simples observadores de paisagens, bichos e plantas. E a fé faz com que multidões se desloquem, periodicamente, em busca de espiritualidade e elevação. No Brasil, país reconhecido pela sua vocação religiosa, festas, romarias e peregrinações são tradição. Conheça alguns dos destinos mais populares dos turistas da fé.

Aparecida do Norte – São Paulo

A Basílica de Nossa Senhora Aparecida fica na cidade de Aparecida, no interior do Estado de São Paulo. O relato que fez dali um lugar religioso evoca três pescadores que, ao lançarem as suas redes, quase em desistência pelo resultado fraco de suas anteriores tentativas, acabaram por fisgar uma imagem de Nossa Senhora. Logo após o feito, a pesca tornou-se abundante. Então, espantados, compreederam no fato um sinal de revelação, atribuindo-o a um milagre da Virgem Morena, a nossa senhora no simbolismo religioso latinoamericano. Improvisaram um altar e, naquela mesma tarde, toda a vizinhança se reuniu para a reza do terço, que se tornou tradição na vila, hoje cidade de Aparecida.
A Catedral-Basílica, mais conhecida por “Basílica Nova”, a terceira construída no município, foi inaugurada em 1955 e solenemente sagrada no dia 4 de julho de 1980 pelo Papa João Paulo II, em visita ao Brasil. É o terceiro maior templo católico do mundo, no formato de uma cruz grega, e sua torre tem 100 metros de altura. No total, pode abrigar cerca de 75 mil fiéis.

aparecida do norte Destinos religiosos no Brasil

Festa do Círio de Nazaré

Esta festa que mobiliza a cidade de Belém remonta à lenda do aparecimento da imagem de Nossa Senhora de Nazaré próxima ao rio Igarapé. Conta-se que a imagem foi avistada por Plácido José de Souza, caboclo que morava na região, que decidiu então levar a imagem da santa para o barraco onde morava. Ali, em um altar humilde, passou a venerá-la. Logo no dia seguinte, a imagem não amanheceu no altar da casa de Plácido que, sem saber o que se passara, saiu a procurar pela estrada, indo parar às margens do Murutucu. A surpresa se deu quando encontrou a imagem novamente entre as pedras.
O Círio é um conjunto ou sequência de rituais que tem início no segundo sábado de outubro, com uma procissão noturna. São 15 dias em que são realizadas as procissões, em muitas horas, num longo percurso por Belém. Além destas, existem as comemorações religiosas, com as missas, novenas e romarias, além do arraial, com barracas, feiras, parque de diversões e fogos-de-artifício. O ponto alto da festa é quando ocorre o almoço do Círio, com comidas típicas, como o pato no tucupi, a maniçoba, o tacacá ou o casquinho de carangue. O desfecho ocorre no quarto domingo de outubro, na procissão de retorno, chamada Recírio.

Juazeiro do Norte – Ceará

O município de Juazeiro do Norte está localizado no Vale do Cariri, no extremo sul do Ceará e a 563 km de Fortaleza. É ali que tem destaque a figura do Padre Cícero Romão Batista, “Padim”, cuja origem vem do século XIX. Padre Cícero fixou residência em Juazeiro no ano de 1872, mudando os hábitos da população local, iniciando-a nos passos da religião. Mas é o ano de 1889 que marca o episódio atípico. Padre Cícero, ao dar uma hóstia consagrada à beata Maria Magdalena do Espírito Santo, surpreendeu-se quando a hóstia se transformou em sangue. O fato se repetiu dezenas de vezes com diferentes outros moradores da cidade. Mesmo que o padre não tenha sido nunca beatificado, o movimento de peregrinação até Juazeiro começou a vir de todo o país desde então.
Outra atração muito visitada pelos romeiros é a grandiosa estátua do Padre Cícero, com 27 metros de altura, situada na Serra do Horto, lugar onde ele gostava de fazer seus retiros espirituais. O monumento representa a terceira maior estátua em concreto do mundo, perdendo apenas para a Estátua da Liberdade, em Nova York, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Existem ainda o museu e o memorial do “Padim”, além de artesanato. Como o evento já é tradicional, o município conta com ampla rede de hospedagem.

estatua padre cicero Destinos religiosos no Brasil

Nova Trento – Santa Catarina

Nova Trento fica a 75 km de Florianópolis. Fundada em 1875 por colonizadores italianos, conserva as heranças da fé cristã trazidas pelos imigrantes da região de Trento, norte da Itália. Com cerca de 10 mil habitantes, esta cidade do Estado de Santa Catarina passou a receber um número grande de visitantes após a beatificação de Madre Paulina em 1991, e sua consequente canonização em 19 de maio de 2002, fazendo dela a primeira santa brasileira.

Jerusalém – Pernambuco

Todos os anos, nas semanas que antecedem a Páscoa, realiza-se o espetáculo da Paixão de Cristo de Fazenda Nova, na cidade de Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano. O evento é encenado no maior teatro ao ar livre do mundo. No início, a partir de 1951, tratava-se de uma simples manifestação religiosa de iniciativa do morador local Epaminondas Mendonça, que se se inspirou na Paixão que é encenada anualmente na cidade alemã de Oberammergau. A peça era realizada noutro local, uma vez que o projeto do teatro só começou a se concretizar em 1968, quando foi realizada a primeira encenação da peça hoje chamada de Nova Jerusalém.

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Toulouse


Toulouse foi fundada 300 anos antes de Cristo. A cidade era parte  da região conhecida como Narbonnaise, uma das quatro províncias da Gália  Romana. Na época de Cristo Toulouse estava sob a dominação romana

Situada ao sul da França e cortada pelo rio La Garonne, a cidade de Toulouse é conhecida como La Ville Rose, graças à cor predominante de seus prédios construídos com tijolos cor de rosa. Esta não é, no entanto, sua única característica pois a Ville Rose também tem sido um importante pólo de arte, e deu à França um de seus mais notáveis pintores, Toulouse Lautrec. Nossa visita foi em setembro, quando o calor do verão francês ainda era forte, e Toulouse fervilhava ao ritmo da reentré.

A imagem aérea acima mostra a Place du Capitole, o centro geográfico e histórico da cidade. Praticamente todas principais avenidas de Toulouse irradiam desta praça, fazendo dela um bom ponto para iniciar a exploração da Ville Rose. Além de história e arte, Toulouse também fornece ao país um de seus mais avançados centros de tecnologia, representado pela gigante da aeronáutica Airbus. Ainda assim, é pouco provável que um turista preste atenção a estes detalhes de imediato. O mais provável é que sejam vistos, ao primeiro olhar, os belos e imponentes prédios históricos, as largas e generosamente arborizadas avenidas, as estreitas ruelas do centro histórico, os charmosos cafés e restaurantes, e principalmente as pessoas, que dão um ar cosmopolita à capital de Midi Pyrénées.

No período romano a cidade era cercada por uma muralha, tinha  teatros, templos religiosos e uma população de 25 mil pessoas. Já nesta  época a cidade era famosa, graças principalmente aos bons vinhos aqui  produzidos.

Com a decadência do império Romano, Toulouse tornou-se uma região  conturbada, assim como toda Gália. No final do século 3, disputas entre  diferentes tribos locais e os exércitos de Roma imperial levam ao  massacre do primeiro bispo da cidade, São Saturnino, hoje venerado em  toda França.

Outra imagem feita na Place du Capitole, na verdade não uma praça, mas sim uma área livre frente ao prédio do Capitole, onde está a prefeitura da cidade. Com arquitetura magnífica, ao estilo de um palácio, ele abriga, além dos escritórios governamentais um teatro. Uma caminhada pelos seus jardins internos, permite também apreciar diversas obras de artistas do século 19, como Jean-Paul Laurens e Henri Martin, e ainda diversos bustos representando figuras proeminentes na história de Toulouse.

Veja um vídeo que colocamos no Youtube, clicando em Passeando em Toulouse.

Outro ponto que não pode faltar em sua visita é a Basilique Saint Sernin, na foto ao lado. A basílica foi consagrada em 1096, e constitui o mais importante monumento da cidade e um dos mais bem conservados templos em estilo romanesco da Europa. Em seu interior merecem destaque a Porte Miègeville, decorada com esculturas do século 12, as colunas ornadas com motivos bíblicos e suas cinco naves, algo bastante incomum no estilo arquitetônico adotado na época. No eixo central da basílica também pode ser vista outra obra prima, o baixo relevo intitulado Cristo em sua Majestade, trabalho do século 11. E não esqueça de visitar sua cripta, onde estão sepultados diversos santos, e ao que consta, um dos espinhos da coroa de Cristo.

O fim da primeira guerra traz novas indústrias para a cidade. É  deste período o nascimento da indústria aeronáutica local. É criada uma  rota aérea ligando Toulouse ao Rio de Janeiro e Buenos Aires. Entre os  seus pilotos estavam ases da aviação, como Antoine de Saint-Exupéry, que  mais tarde iria ficar famoso como autor do famoso romance "O  Pequeno Príncipe".

A foto ao lado mostra um trecho da Place Wilson, ou, como é conhecida pelos moradores da cidade, La Place du Cap. Ela tornou-se um dos locais característicos de Toulouse graças ao conjunto de prédios à sua volta, todos com mesma altura e linhas curvas, acompanhando o perímetro dos jardins em frente. Siga a visita indo até o Musée des Augustins, construído no século 14 para servir como convento e agora repleto de obras de arte, relíquias religiosas, esculturas e pinturas de gênios como Toulouse-Lautrec, Delacroix e Gérard. Já quem quiser conhecer mais sobre o passado da cidade deve ir até o Musée Vieille Toulouse (Rue do May 7). Instalado numa mansão do século 17, é o melhor lugar para aprender tudo sobre as origens, os monumentos históricos e detalhes sobre a formação de Toulouse.

Visite as ruínas do anfiteatro romano de Toulouse, onde, na época de dominação romana, eram realizados combates de gladiadores e outros espetáculos do gênero. Ao lado do anfiteatro (Avenue des Arenes Romaines) existe um interessante museu, onde estão em exibição vários objetos datando daquele período. Não muito distante, vale a pena também visitar a Église de Jacobins. Em estilo gótico, e situada na Rue Lakanal, esta igreja e mosteiro foi restaurada e constitui um dos mais importantes monumentos do gênero no país. Quem não abre mão ir a um shopping pode ir direto ao Centre Commercial St-Georges, na rue du Rempart St-Etienne. Mas, se no lugar das grandes lojas você prefere lojinhas, dirija-se às ruas Croix-Baragnon, rue St-Antoine du T e Rue des Arts.

Quem gosta de artes gráficas deve visitar o Centre municipal de l'Affiche de la Carte postale et de l'Art Graphique, museu com centenas de posters de propaganda, selos e congêneres. Depois vá conhecer a belíssima Catedrale Saint Etienne, onde se pode aprender muito sobre a história, arte e cultura da cidade e sua influência na França. E se estiver na cidade durante um domingo aproveite para conhecer o mercado de pulgas de Saint Sernin, uma feira ao ar livre com centenas de objetos raros, curiosidades e antiguidades.

Quem dispuser de mais tempo para visitar as regiões próximas não deve também deixar de conhecer uma das maiores atrações turísticas de Toulouse, a famosa Cite de l'Espace, parque dedicado à ciência, tecnologia e às conquistas espaciais.

Esta é uma imagem do Canal du Midi, curso artificial de água, que corta a cidade e liga o mar mediterrâneo ao oceano Atlântico. Dez mil homens trabalharam durante dez anos para construir este projeto do engenheiro Pierre-Paul Riquet, apresentado em 1667 ao rei Luis 14. Seu objetivo era proporcionar uma via alternativa e mais rápida para o transporte de bens e serviços e na época a obra teve um impacto semelhante ao que causou a construção do túnel sob o Canal da Mancha. Ao longo dos 241 km de extensão do Canal du Midi pode-se apreciar uma diversidade de diferentes paisagens urbanas e rurais da França.

Durante o início do século 20 Toulouse ainda era uma cidade pequena  e com poucos atrativos. É apenas durante a primeira guerra mundial, a  partir de 1914, que a cidade entra num novo ciclo econômico. Como estava  no sul da França ficava distante das frentes de combate, e não foi  afetada pelas batalhas. Ao mesmo tempo, graças às indústrias químicas,  de armamentos e confecções que se estabelecem na região, foram criados  mais empregos, melhores transportes e oportunidades para todos.

Diversas empresas organizam passeios fluviais ao longo do Canal du Midi, com duração variando entre horas a dias, e uma viagem por suas águas é uma das melhores alternativas para conhecer de perto alguns aspectos da França que costumam ficar escondidos de quem viaja somente pelas auto-estradas ou ferrovias.

Antes de terminar sua visita à cidade, se quiser conhecer mais um pouco sobre a vida do pintor Toulouse-Lautrec, um dos mais famosos filhos desta região, vá até a pequena vila de Albi, a pouca distância de Toulouse, e visite o prédio do Palais de la Berdie, onde situa-se um museu especialmente dedicado à memória e ao trabalho do famoso pintor.

A indústria aeronáutica de Toulouse tomou um grande impulso durante  os anos 60, graças às empresas Aerospace, CNES, Matra e Alcatel.  Toulouse é uma das três maiores cidades do sul da França, junto com  Bordeaux e Marselha.

Antigamente Toulouse era lembrada como a "Cidade dos três S". A Cidade Santa (la Sainte), Sábia (la Sage) e Suja (la Sale). A justificativa estava no fato de ser uma cidade com 90 igrejas, 43 conventos e uma das primeiras a aderir em massa ao Cristianismo (Cidade Santa), de antigas e prestigiadas universidades e academias (Cidade Sábia) e com ruas estreitas e sem sistema de esgotos onde os animais circulavam livremente pelas ruas (Cidade Suja). Não sabemos se os franceses ainda se referem a ela desta forma, mas o fato é que agora as águas do Garonne banham uma Toulouse lembrada principalmente como centro de tecnologia aeroespacial e como um dos principais pólos turísticos do sul da França.

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